A sua percepção pode ser rica ou pobre independente da sua conta bancária.

Conheço muita gente que tem muita coisa e não consegue apreciar, parece viver numa prisão tediosa e elegantíssima. E tem muita gente com muito pouco que faz da praia a sua varanda particular.
Você pode estar numa Mercedes e se sentir iluminado. Pode estar numa Mercedes e se sentir frustrado. Não tem nada a ver com a Mercedes. Se você é apegado demais as coisas ou se é desapegado demais com elas, é tudo o mesmo lugar. Você está colocando nas coisas uma responsabilidade que não são delas.

Você pode até achar que a Mercedes vai te trazer uma baita satisfação e ela até vai, por minutos ou alguns dias. É assim para todos os nossos desejos, inclusive o crowdfunding para ajudar a manter um orfanato com 100 crianças carentes ou o movimento para salvar a floresta amazônica. Você pode achar o seu desejo nobre ou não e independente disso a realização com ele tem prazo determinado e normalmente é curto.
Nem por isso a gente não deve buscá-los, é divertido, traz movimento e sentido pro nosso dia a dia, quiçá para a nossa existência.

Se sentir o ‘superman’ no seu carro, brincar com as crianças como se fosse uma delas e se encantar com a abundância da floresta amazônica é o que o dinheiro não traz, nem a ausência dele. É o seu olhar, a sua disposição com a vida, a sua capacidade de se experimentar.
Eu trago isso porque eu não acredito que alguma coisa possa nos trazer a tão sonhada felicidade, plenitude ou sei lá o que. Não é possível estar em alguma coisa, mas acho que está sim na nossa interação com elas. Na nossa capacidade de ver.

Investigue a sua experiência, explore o seu mundo e garimpe por surpresas. Suspeito que elas já estejam ai!

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