Eu me programei, um horário no dia eu abro o computador e tenho que escrever. Pode ser só pra mim, pode ser só um parágrafo. A exigência não é alta, é qualquer coisa. Simplesmente alguma coisa. Esse é o meu compromisso. Eu abro o computador e a primeira reação é querer levantar pra tomar um café, tem café aqui mas não está quente o suficiente, e se está quente o suficiente não é a quantidade ideal e o melhor é fazer mais café agora do que parar no meio da suposta desejada inspiração que há de vir. Não vem nada na minha cabeça a não ser a vontade de fazer outra coisa. O fundo do meu computador e as pastas podem ficar mais organizadas, tem um monte de captura de tela pra apagar. Vou fazer isso enquanto o café fica pronto. Depois alguma coisa vai vir. Vou pegar o café e já buscar uma água. Eu poderia aproveitar e já lavar a louça. Não. Eu faço isso depois. Vou escrever.

Esse ano eu estava organizando umas bagunças e encontrei um monte de flyer antigo, guardei pra fazer o verso de rascunho e não colocar todo aquele papel fora.  Um dia desses eu escrevi uma frase legal nesse rascunho, postei. Ficou tão bonito. Toda nova frase bacaninha vai ganhar esse presente. E foi assim, sempre que uma frase poderosa me visitava eu escrevia ela no verso do flyer, postava e ela ganhava uma nova vida. Comecei a desenhar no papel e a observar muito mais frases legais do que antes.

Muito doido esse negocio de atenção, a gente coloca atenção em algo e aquilo cresce num nível dinossáurico. 

E agora as frases ganharam um mural, ainda tem espaço para novas citações e eu quero ver elas no final do ano completinhas. Mas também quero ir devagar, os rascunhos estão terminando e não tem outro mural. Comprar mais papeis e um novo mural? Claro que não! Quando a gente gosta a gente não quer que termine e nem, muito menos, topa substituições. Essa é uma daquelas coisas simples e temporárias que me fazem sorrir comigo.

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