Frequentemente eu escuto: “Como eu me protejo da inveja do outro”? A inveja é do outro, deixa isso pra ele. Agora, eu nunca peguei alguém questionando a própria inveja. Hoje esse alguém sou eu. Como eu lido com a minha própria inveja? Nunca tinha percebido com intensidade pra escrever sobre ela. E agora ela chegou. A inveja está aqui e ela é uma companhia desagradável, não consigo celebrar o outro e ao invés disso me comparo e me inferiorizo. Se você sente que alguém tem inveja de você eu posso afirmar que a posição desta pessoa é bem mais difícil que a sua e que você esta sendo um instrumento poderoso de transformação.

A inveja veio quando eu vi um texto muito melhor que o meu, vi que tinham infinitas mais visualizações do que qualquer coisa minha e que havia algo de especial ali que eu não estava sabendo encontrar em mim.

Me trouxe um desconforto e eu logo quis fugir e pensar em outra coisa mas resolvi ficar.

O que me incomoda exatamente? Talvez eu não seja tão boa quanto ele. E se você não for mesmo? Tem algo em mim que acredita que pode ser melhor. O que significa melhor? significa realizar meu potencial como essa pessoa esta fazendo. Ah, então o que incomoda é perceber que o outro está no lugar de sí mesmo que você gostaria de estar também? Parece que sim.

In-veja (veja dentro).

Eu vi que a inveja está sendo o microfone para a voz da minha vontade de ser mais do que eu sou.

O outro é só um portal para algo que sozinho eu não conseguiria enxergar.

Mas a inveja pode potencializar outro movimento, o de se expressar.

Se expor é permitir a certeza de que você não é tão bom assim.

Enquanto as suas ideias estão na imaginação é mais fácil. Quando elas vão para matéria podem se transformar em sonhos ou frustrações realizadas. Faz parte do jogo. Se o importante é vencer tenha certeza de alguns fracassos.

Se o importante é jogar, será impossível perder.

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